terça-feira, 26 de agosto de 2014

Não seja ignorante. Vote!!!

Estou aqui hoje para tratar de um assunto sério.


Estamos em ano de eleições e muito me preocupam aqueles que dizem que votam nulo e sentem orgulho de dizer que o farão.

Votar é a forma mais democrática de escolher algo ou alguém. Concordo que, no Brasil, o voto não deveria ser obrigatório, mas a melhor situação para que isso aconteça vou discutir sobre ela mais pra frente.

Quem anula o voto, dá o direito de escolherem os candidatos para ele.  Ora! Se você não escolheu, depois não reclame que as coisas estão ruins em seu bairro, sua cidade, estado ou país.Você não contribuiu em NADA!!

O analfabeto político, além de sentir orgulho de não votar, é a mesma pessoa que diz "político é tudo safado", "não acredito em ninguém", "#vemprarua". A frase que o falecido candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, disse na véspera de sua morte nunca fez tanto sentido: "Não vamos desistir do Brasil".

Não! Não desista! Por favor!

Somente nós podemos mudá-lo (isso é muito clichê, mas é verdade). O maior poder está em nossa mãos. Somos nós que escolhemos. Somos enganados também, é claro, mas podemos estudar o passado de cada candidato e escolher o melhor, ou o menos pior. 

O povo anda muito desacreditado, insatisfeito, participando de movimentos e manifestações. Mas quase ninguém sabe direito o que está fazendo, não lembram em quem votaram nas últimas eleições e não fazem a menor ideia do quê um deputado estadual faz.

Como disse, o voto não deveria ser obrigatório, mas, na atual situação do país, é preciso que seja. A criança cresce entendendo que política é ruim pois se acostumou a ver os pais reclamando de terem que ir votar ou reclamando de corrupção. Não existe um ensino nas escolas que permita o estudo da política. Ninguém aprende na escola as funções dos cargos políticos. Com isso, as pessoas são desestimuladas.

Ora! Se ninguém aprende, ninguém vai querer votar mesmo não.

O Brasil precisa acrescentar o ensino de política nas escolas. As crianças devem aprender que os cargos políticos são importantes, que o país precisa de governo e que política não é chata. Imagine dinâmicas em sala de aula, onde se elege o representante de turma, ao invés dele ser nomeado pelo professor. Seria ótimo!

Com um ensino na escola e um sujeito crescendo politizado, o voto passará a ser prazer no lugar de obrigação.

Já aviso: O DEPUTADO QUE CONSEGUIR APROVAR UM PROJETO DE LEI QUE PREVÊ O ENSINO DE POLÍTICA (ÉTICA E CIDADANIA) NA ESCOLA DESDE O NÍVEL FUNDAMENTAL VAI GANHAR O MEU RESPEITO E O MEU VOTO.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Saiba fazer o melhor café da redação

A relação entre o jornalista e o café é uma história de amor clássica, digna de filmes de Hollywood. Café forte, café fraco, chafé, café solúvel, toda forma de amor é válida!
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Mas se você é jornalista e ainda não sabe preparar o seu pretinho igual a sua mãe, tenho uma dica especial para você.

Misturando a receita da mãe e alguns toques de chefe, você pode preparar o melhor café da redação e ser adorado por todos. Basta seguir as humildes dicas a seguir:

1. Para cada xícara de água, coloque 1 colher (sopa) de café em pó e 2 colheres (sopa) de açúcar (receita da mãe, não fica muito forte, nem fraco, e o açúcar fica no ponto certo). Não tenha vergonha de medir a água, cozinheiro bom não é aquele que faz no "olhômetro", e sim aquele que tem uma receita certa.

2. Esqueça o mito de que não devemos ferver a água do café. Na verdade, você deve ferver a água, desligar o fogo, e deixar ela descansar por alguns segundos (só até que pare de borbulhar). Assim, ao invés de passar a água a 100°C, você vai passar a 90 e poucos. A água muito quente faz com que o café perca um pouco de aroma e sabor. Existem pessoas que têm mania de passar um pouco da água e, enquanto espera ir coando, volta a panela um pouco para o fogo para manter quente e passar de novo. Não façam isso pelo amor de Deus!!

3. Não importa qual coador você está usando, tanto papel quanto pano são benvindos.

4. Apenas lembre-se que o pó vai no coador e não na panela. Você pode colocar o açúcar na panela assim que abrir fervura. Não coloque antes pois água saturada demora mais a ferver (questões de física né gente?). Jogue a água no coador fazendo movimento circulares.

5. Estou de regime, como faço com adoçante? Gente, café com adoçante é uó! Mas quem quiser arriscar, é só seguir a mesma receita. Procure no seu adoçante quantas gotas equivalem a uma colher de sopa e seja feliz, ou não.



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Atos simples podem ajudar a preparar um café inesquecível. Não perca tempo. Todos nós adoramos café. Ele anima, dá energia, e tem um cheirinho inigualável! Se o melhor amigo do homem é o cachorro, o melhor amigo do jornalista é o café.

Huuuummmmmmm!

domingo, 1 de junho de 2014

DA LOUSA PARA OS MUROS

*Reportagem realizada como último trabalho da disciplina Jornalismo Cultural.

Conheça a vida de Raquel, a grafiteira mais solicitada da capital


Paula Cordeiro
Raíssa Pedrosa

Nascida na cidade de Itabira, Maria Raquel Alves Couto Ramiro, 28 anos, agora conhecida como Raquel Bolinho, veio para Belo Horizonte (BH) em 2005, formou-se em Letras em 2009 e, por bastante tempo, se dedicou a dar aulas de português e inglês.  Ela começou a pintar os bolinhos nos muros e viadutos também nesse ano e, aos poucos, percebeu que teria que se dedicar somente a eles. Por isso, há mais um menos um ano, Raquel vive somente do bolinho, ou seja, somente de trabalhos relacionados ao bolinho. Além do grafite em si, feito em muros da cidade, ela faz desenhos personalizados nas casas das pessoas e também produz telas e gravuras.

Ao chegarmos para realizar a entrevista em sua casa, no bairro Jaraguá, ela nos recebeu com simpatia. Simples e gentil, nos atendeu no segundo andar. Com várias tatuagens espalhadas pelos braços, inclusive dos próprios bolinhos, ela passou a impressão de ser uma pessoa descolada e “antenada” com o mundo.
De acordo com ela, nunca teve muita habilidade com os desenhos, ao contrário do que muitos podem pensar. A influência, na verdade, veio de seu namorado, que já era grafiteiro. O interesse pela arte, primeiramente, veio da possibilidade de usar a cidade como um espaço para pintar e interagir, de alguma forma, com quem passava na rua enquanto ela pintava. Para ela, a graça da coisa foi tentar fazer com que as pessoas que transitam pela cidade todos os dias, criassem laços afetivos, ao invés de apenas usar as ruas como passagem para seus lugares de destino.
Em meio a tudo isso, surgiu a vontade de ter um desenho só seu, fruto de algo que ela sempre gostou. Nascia então o bolinho! Raquel sempre gostou de cozinhar, fazer bolos e cupcakes e, assim, resolveu adaptá-los. Ela buscou, então, fazer um desenho simples, mas que pudesse se tornar uma ferramenta para a criação dos laços com a cidade. Por isso, ela não assina suas obras. Para ela, a relação das pessoas com o bolinho é mais importante.


 Raquel Bolinho

Numerosos e famosos

Atualmente existem vários tipos de bolinhos, são mais de 400 espalhados pela capital mineira e Itabira. Cada um de um jeito, imitando animais, por exemplo, mas sempre no formato de um cupcake. Eles estão fazendo muito sucesso e já ganharam fãs por ai. Segundo Raquel, ela passou a receber muitas fotos tiradas dos bolinhos e já não sabia o que fazer com elas. Diante disso, veio a ideia do site “Amigos de bolinho”. Além de abrigar as fotos recebidas, o espaço conta com um mapa, onde são indicados os locais que estão os bolinhos.
Os seguidores são fiéis. Quando perguntada sobre a existência de pessoas que acompanham seu trabalho com afinco, Raquel responde sem pestanejar: “Tem sim, a Amanda”. A pedagoga Amanda Renata Fonseca Teixeira de Araújo, 35 anos, tem mais de 100 fotos dos bolinhos. Tudo começou com uma brincadeira de seus filhos Gabriel, 8 anos, Alice, 7, e Caio, 4. Os meninos começaram a perceber a presença do bolinho nos muros a caminho da escola e, quando a história de Raquel passou na televisão, a busca por bolinhos se intensificou. As crianças, junto com os primos e colegas da escola, passaram a disputar quem via o bolinho primeiro e anunciar “peguei!”. “Quando vi que isso era muito intenso entre eles, eu pensei ‘temos que registrar’, eu sei o quanto é importante dar atenção ao que eles estão fazendo”, conta Amanda, que passou a andar pela cidade em busca de bolinhos. “Começamos a fotografar no carnaval. Nós andamos por BH inteira em busca de bolinhos”, lembra.
A febre de bolinhos na família de Amanda é tão grande que os familiares mais distantes também fotografam bolinhos na rua e mandam as fotos para ela. Os sobrinhos também pedem para imprimir bolinhos preto e branco para eles colorirem. Inclusive, foi uma tia de Amanda que descobriu quem era a artista por trás dos cupcakes. Desde o primeiro contato as relações entre a grafiteira e a pedagoga se intensificaram. Hoje, Raquel e Amanda conversam quase diariamente por telefone. A artista, inclusive, vai fazer a festa de aniversário do Caio toda de bolinhos. Uma parte da família também vai uniformizada com camisetas do personagem para o aniversário.
Isso mesmo, camisetas. Raquel agora investiu em uma loja virtual com diversos produtos com a marca do bolinho. Certo tempo atrás, ela teve a experiência de fazer uma parceria, quando alguns produtos do bolinho foram confeccionados. Hoje, os produtos não têm parceria, são marca própria. Dentre eles estão roupas, canecas e capinhas para celular, que são vendidos na loja virtual, criada pela própria artista.

 Canecas e camisas são opções de objetos do bolinho

Outro fiel seguidor dos bolinhos e mais um dos clientes da loja virtual é o jornalista Luiz Cabral Inácio, 34 anos. Para Raquel, ele é o padrinho do bolinho. Luiz começou a perceber o bolinho nas ruas de BH no início do ano passado. Ele olhou, observou, gostou e começou a fotografar, pois se identificou com o personagem.
Luiz passou a publicar as fotos em suas redes sociais e foi questionado pelos amigos que também se interessaram pelo personagem. Luiz então descobriu a página de Raquel no Facebook e passou a segui-la. Uma amiga fez a ponte entre o jornalista e a grafiteira. Após o contato, Luiz passou a seguir mais o trabalho de Raquel, e também já criou laços de amizade com a moça. Para ele, ela tem um grande futuro. “A tendência é ela crescer, porque ela é uma artista que tem muita criatividade. Com o bolinho ela pode fazer o que quiser. Pode recriar vários personagens em forma de bolinho”, acredita.
Raquel sabe de sua capacidade de criação, mas conta que a criatividade de quem pede que ela desenhe vai além do esperado. Certa vez, ela precisou fazer um bolinho do personagem Shrek. “Tive que fazer uns 12 desenhos até chegar no ideal”, recorda.

Sem hora e em qualquer lugar

Diferente de alguns artistas, Raquel é objetiva na hora de grafitar. Muitas vezes, ela para no meio de um caminho, encontra um muro interessante e faz seu desenho. Segundo ela, muitos grafiteiros costumam ficar pintando por horas e apreciando a obra e ela, não. Ela pinta, vê se ficou bom, faz uma foto para guardar recordação e segue a vida, sem perder tempo.
Tempo. Essa palavra está quase extinta do vocabulário de Raquel. Sua vida está se resume em trabalhar em cima dos produtos e do grafite do bolinho, além de responder a várias entrevistas. Enquanto conversávamos, o telefone vibrou diversas vezes, até que certo momento ela precisou atender. Era a próxima equipe que iria entrevistá-la pedindo para adiar mais algumas horas. “Viu gente? Eu não posso planejar meu dia”, expressou. Com a correria de ambas as partes, a nossa entrevista também foi uma das que precisou ser remarcada algumas vezes.
De certa forma, ela até possui uma rotina. Trabalha de madrugada, devido ao barulho da sua rua durante o dia. De acordo com ela, esse horário tem a tranquilidade que ela precisa para pensar e produzir. Levanta às 11h, lê e responde e-mails e, à partir daí, o restante do dia é incerto.

A casa de Raquel tem bolinho para todo lado

Muito simples, Raquel não cria seus personagens para passar algum tipo de crítica política ou mensagem. Como já dissemos, o mais importante é a interação. Além disso, para ela o grafite não é a melhor saída para projetos sociais, por exemplo. Entretanto, ela acredita que, se for considerado uma introdução para arte, o grafite é um meio muito interessante, que pode trazer outras formas de crianças e jovens se expressarem.
Despedimo-nos de Raquel na porta de sua casa. Acreditando que, logo em seguida, ela teria muitos afazeres antes da próxima entrevista.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ensaio sobre a traição

Aqui está mais um texto feito como trabalho de faculdade. O tema era livre e o escolhi após escutar um homem brigar com a namorada pelo telefone.

Um golpe certeiro


Traição: ato que mexe com o inconsciente do ser humano. Ninguém é o mesmo após passar por uma traição. Ela trás sentimentos que corroem e que matam aos poucos, todos os dias. A pessoa traída se despedaça aos pouquinhos.

O livro de Machado de Assis, Dom Casmurro, trata do assunto e mostra que Bentinho nunca mais foi o mesmo após imaginar que pudesse ter sido traído por Capitu. As semelhanças de seu filho com seu melhor amigo o tornou um ser desconfiado, um ser triste e pensativo. O protagonista pensa, inclusive, em suicidar ao se dar por convencido da traição da mulher, que jamais fora comprovada.
Seja do amásio, seja do irmão ou do amigo. A traição é um tiro certeiro no coração da confiança. Um ser que perde a confiança remói o ódio, a raiva, a vida perde parte do sentido.


Capa do livro Dom Casmurro

A traição é algo tão avassalador, que Dom Casmurro enlouqueceu somente em pensar. Todos os dias alguém enlouquece, perde a razão. Meu Deus! Ser traído é como perder um braço, uma perna, é perder um pedaço de nós, é ficar sem chão, é não ter um dos pilares que sustentam uma relação. É ser assombrado todas as noites por ter sido enganado.

O tema é retratado também na obra Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, adaptada para o folhetim da Rede Globo, Gabriela. O ser traído em questão é um personagem chamado Coronel Jesuíno, e a traidora é sua esposa. No romance, Jesuíno costuma frequentar uma casa de prostitutas, mas esse fato não é considerado traição pela mentalidade dos personagens da história. Homem machista, autoritário, faz o telespectador odiá-lo. Mas, por um momento, sente-se pena do sujeito, ao vê-lo descobrir a traição. Sua expressão de decepção e raiva eleva o tom piedade, o telespectador se identifica. Jesuíno assassina a esposa, com o argumento de lavar a honra, e nada lhe acontece.


José Wilker interpretou Coronel Jesuíno na trama das 11h
Foto: Divulgação/Rede Globo


Naturalmente, assassinato por motivo passional é crime. Mas é o amor derramado em gotas de sangue. Sai nos jornais, é manchete, é capa. Homens e mulheres traídos matam seus amásios quando sentem o gosto amargo do fel. O amor se torna ódio.

Dom Casmurro preferiu se isolar, se recolher à sua mente. Nada fez com Capitu, mas conviveu até seus últimos dias sem a certeza de ter sido traído. Mas com a convicção de que seu filho não era seu. Ele não chegou ao extremo do ódio, entretanto sua mente nunca mais repousou.

Imagino depositar toda confiança num ser, contar-lhe segredos, e depois, sofrer um golpe certeiro nas costas como se a traição fosse uma foice, que te fere e deixa cicatrizes. Ver os segredos expostos, ver o amor virar deboche, a confidência se tornar pública. Ainda é dúvida se enlouqueço como Dom Casmurro, ou cometo um crime e lavo a alma como Jesuíno. De toda forma, a inocência não mais existe após a descoberta de uma traição.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O que você sabe sobre o universo gay?

A gente pensa que sabe de tudo, não é mesmo? Quando temos familiaridade, falamos como se dominássemos totalmente o assunto. Mas nem sempre isso é a realidade. Na verdade, não sabemos da missa a metade.

Sempre tive amigos gays e sempre achei que era entendida de tudo que flutua no universo deles. Sempre defendi o direito à liberdade sexual e sempre critiquei atitudes preconceituosas e homofóbicas.

Entretanto, andei percebendo que, muitas vezes, tenho atitudes vindas de um preconceito meu. Preconceito não no sentido ruim da palavra, mas de pré-julgamento, pensamentos e posições que vêm sem conhecer a realidade em si.

Somos acostumados a usar xingamentos e incluir as palavras "bicha", "viado" ou "gay". Sem perceber que isso não é um xingamento. Aliás, muitos deles não fazem sentido ou ofendem alguma pessoa. Por exemplo: você sentiria vergonha se sua mãe fizesse programa e te sustentasse com dinheiro adquirido com sexo? E se a pessoa que você xingou, é mesmo um filho de uma puta? Então por que chamar uma pessoa de viado é xingamento, isso ofende aos gays, não à pessoa que você xinga. Mesmo assim, ainda usamos essas palavras.

Héteros que vivem em suas casinhas, numa família conservadora, nunca vão imaginar como é a vida daquele que escolheu viver ao lado de uma pessoa do mesmo sexo. A aceitação da família é uma escada imensa, cheia de degraus. Alguns dão sorte e têm pais compreensivos, outros têm pais que nasceram no século XX, mas com mentes medievais.
Nada que eu disser aqui vai resumir a vida de um homossexual. Só mesmo convivendo para entender coisas que fogem ao nosso pensamento.

Ainda somos cheios de preconceitos. Pensamos que todo homossexual é promíscuo, o que não é verdade. Pensamos que é fácil dizer a eles que, quando casal, adotem uma criança. E se um gay quiser ter um filho biológico, com seu olhar, com suas características, seus trejeitos? Imaginamos que todo gay quer usar roupa de mulher, e toda lésbica usa roupa de homem. Santa falta de informação! Pensamos que todo homossexual se depila, faz a sobrancelha e o sonho é fazer cirurgia de mudança de sexo. Nada disso.

Você sabia homens homossexuais gostam de futebol, se formam em engenharia, são mecânicos e pedreiros? Pode ir deixando seu estereótipo de lado. 

O gostar de uma pessoa do mesmo sexo é só uma escolha. As outras coisas vêm agregadas a outros desejos. Volto a dizer, nada que eu disse aqui vai resumir em detalhes a vida de um homossexual. 

Pense, repense. Quem conhece um pouco, pode achar esse texto preconceituoso. E é mesmo. Aqui está refletido muitos dos comentários que ouço por ai.

O que você sabe sobre o universo gay? Observe a sua volta, e vai perceber que você também não sabe de nada. Inocente!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Aumento de passagem de ônibus: um caso QUASE sem solução

Ano passado, após todas aquelas manifestações que ocorreram em todo o país, o ilustríssimo prefeito de Belo Horizonte anunciou que não iria aumentar a tarifa de ônibus e que ela iria permanecer R$ 2,65. Pois bem, menos de um ano depois, a prefeitura anunciou um aumento e a população, principalmente jovens que defendem a gratuidade do transporte público, já deram o grito.

Passageiros picharam o intermunicipal executivo 2581, Eldorado/Belo Horizonte, que atualmente custa R$ 4,10


A tarifa muda no dia 06/04/2014, a maioria dos coletivos passa de R$ 2,65 para R$ 2, 85, um reajuste de 7,5 %. No dia 03/04, quinta-feira, o movimento Tarifa Zero foi às ruas do Centro da capital para manifestar sobre esse aumento. Cerca de 200 pessoas estavam nas ruas... Peraí? Só 200 pessoas? Cadê o gigante que acordou?

No fundo, no fundo, parece que o pessoal cansou de protestar, ou entende que o aumento é necessário. Tudo aumenta nesta vida.

Fiquei me perguntando o sobre o quão difícil deve ser manter os ônibus limpos. Ao mesmo tempo me questionei sobre para onde iria a verba para mantê-los funcionando. Logo em seguida, lembrei que o vandalismo atrapalha, e muito, a manutenção dos coletivos.

Concluí que, na verdade, existe no Brasil, um ciclo vicioso que não deixa que o transporte funcione com qualidade 100%. Com ônibus ruim, os passageiros acabam se frustando e revoltando, muitos agindo com violência ou descaso, vandalizando o coletivo. Com os inúmeros  casos de vandalismo, a dificuldade para manter o coletivo em ordem é crescente, além disso, a verba do transporte parece não suprir às necessidades e o ônibus fica com a manutenção precária. A solução imediata para manter o mínimo para um ônibus funcionar todo mundo já sabe: AUMENTO.

Os coletivos de participação privada são mais caros, óbvio. Manter a qualidade, o ar condicionado, a poltrona fofinha, é muito caro! É inútil pedir isso às autoridades para o transporte público se a verba não for maior e se o povo não parar de destruir aquilo que julgam ser gratuito (as pessoas fazem pouco caso com o que é gratuito). Aliás, pobres inocentes, serviço público não é gratuito, advém dos impostos.

Aliás, outra coisa que atrapalha bastante é que, todo mundo já sabe, tem muita gente vivendo e ostentando às custas do povo, utilizando o dinheiro público para fins pessoais. (que frase clichê!!)

Então, antes de reclamar com o prefeito (ou deixar de reclamar), lembre-se de que o buraco é muito mais em baixo, ou em cima. É uma reação em cadeia que começa com o Governo Federal e resvala até no pneu furado do ônibus que atende o bairro mais humilde da sua cidade.

Saiba mais em:

http://www.otempo.com.br/cidades/manifestantes-picham-esta%C3%A7%C3%A3o-do-brt-em-resposta-ao-aumento-da-tarifa-1.818120

Notícias de última hora: 

Justiça suspende aumento das passagens de ônibus na capital. (04/04/2014)

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/04/04/interna_gerais,515682/mp-suspende-aumento-das-tarifas-das-passagens-de-onibus-na-capital.shtml

Contrariando a Justiça, tarifas de ônibus são reajustadas em BH. (06/04/2014)

http://www.hojeemdia.com.br/minas/contrariando-justica-tarifas-de-onibus-s-o-reajustadas-em-bh-1.232575




quarta-feira, 19 de março de 2014

No fundo, toda religião passa a mesma mensagem

Já perceberam que a religião é algo que separa as pessoas? A religião não, as religiões. Ou melhor, os fiéis absorvem tanto os ensinamentos de suas religiões, que passam a acreditar que a outra está totalmente errada.

É um tal de defender crenças aqui, julgar pessoas ali, dizer o que é ou não é pecado. Tudo resulta em eternas brigas.
Quando alguém segue uma religião com afinco, tem certa resistência em aceitar o que dizem as pessoas que possuem outras crenças.

Essa resistência acaba resultando em intolerância com o passar do tempo. Intolerância essa que leva as pessoas a destruírem templos, casas de oração, imagens "sagradas" e tudo que se relaciona com a crença alheia. Quanta ignorância!

Ninguém sabe qual religião segue a verdade ou quem ensina o melhor caminho. Mas todas estão cheias de certezas fazendo lavagens cerebrais nos fiéis.

Quando Siddhartha Gautama viveu na Terra, ele estudou coisas que o inquietavam. Ele saiu de seu palácio e foi questionar as coisas do mundo. Por que envelhecemos, por que adoecemos e quais as causas dos sofrimentos. Enfim, meditando, ele conseguiu um estado de iluminação e descobriu que a causa de todo sofrimento vinha da ganância, inveja, orgulho, ódio e ignorância. Ele ainda descobriu um ponto onde tudo isso era eliminado. No auge da iluminação, esse ponto era o nirvana. Gautama criou o budismo, e este se difundiu em várias vertentes, bem diferentes entre si.



Quando Cristo veio à Terra, ele reafirmou os sete pecados capitais: Ira, inveja, luxúria, avareza, gula, vaidade e preguiça. Mas ele também ensinou que quando não cometemos estes pecados, vivemos melhor com quem está ao nosso redor e, por consequência, sofremos menos. Cristo ainda ensinou o perdão, dizendo que quem perdoa cresce em espírito e o enriquece. Hoje, o Cristianismo se dividiu em várias religiões que, apesar de seguir o que ele pregou, têm muitas diferenças entre elas.



Perceberam? Duas religiões tão distintas, acabam por querer dizer a mesma coisa: a origem de todo o sofrimento do ser humano vem de seu pensamento Narcisista e a falta de preocupação com quem está ao seu lado. No fundo, se estudarmos mais sobre as religiões, vamos descobrir que elas falam basicamente a mesma coisa. Acontece que cada uma tem um argumento diferente para explicar a mesma teoria.

É impressionante como existem pessoas que praticam a intolerância e agridem pessoas que seguem uma crença diferente da sua. Se parassem para perceber, elas estão indo exatamente para o lado oposto do que aprenderam com seus mestres, que queriam apenas menos sofrimento e uma humanidade mais pacífica e harmoniosa.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Que me perdoem os gatos, mas o cachorro é o nosso amigo mais fiel

Quem me dera se os cachorros vivessem tanto tempo quanto a gente. Eles são nossos amigos mais fiéis e mais confiáveis.


Crédito: Raíssa Pedrosa

Nunca imaginei que um amiguinho desse pudesse fazer tanta falta.

Ninguém jamais terá alguém que fique euforicamente feliz com sua chegada em casa ou que se mostre companheiro até nos momentos mais impróprios.

Eles nos amam de verdade, mesmo que nem saibam que esse sentimento se chama amor.

Eles brincam, brigam, fazem bagunça, são totalmente dependentes de nós (e são gratos por aquilo que fazemos por eles), ficam ao nosso lado todo o tempo e nos dão tanto carinho quanto o que recebem.

Quem nunca teve um cachorrinho que ficasse grudado todo o tempo, até mesmo no banheiro?

Quem nunca teve um cachorrinho que comesse seu chinelo ou mordesse seu sofá?

Quem nunca xingou o pobre coitado por ter arrancado papel higiênico e espalhado pela casa, e depois se sentiu culpado por ter mal-tratado o bichinho?

Eles são como crianças nas nossas casas. Pintam e bordam, mas fazem a alegria do lar. E, mesmo assim, são poucas as crianças que agradecem pelo prato de comida feito pela mãe. Os cachorros banam o rabinho sempre em sinal de alegria e agradecimento. Além de tudo, eles protegem nossas casas.

Um cachorro nunca vai nos xingar, nunca vai nos trair, jamais nos trocará por outro dono se a gente cuidar direitinho.

Quando eles se vão fica um vazio dentro de nós. Uma saudade de cada comportamento, até mesmo dos latidos para o carteiro ou para as visitas.

Se você tem um cachorrinho, cuide bem dele. Ele sempre será grato por tudo que fizer. A companhia dele poderá ser a melhor do mundo!!

Que me perdoem os gatinhos. Mas o cachorro é o nosso amigo mais fiel.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

As controvérsias de uma greve de rodoviários

Na última segunda-feira, dia 24 de fevereiro de 2014, os rodoviários de Belo Horizonte e região metropolitana resolveram entrar em greve. As reivindicações são as mesmas de sempre: motoristas, cobradores e demais funcionários pediram 21,5% de reajuste salarial, redução da jornada de trabalho para 6 horas, participação nos lucros das empresas e fim das punições geradas por batidas e multas administrativas. Hoje, a greve chegou ao fim após uma assembleia dos rodoviários que decidiram acatar a proposta do Ministério do Trabalho, feita na tarde de terça-feira (25/02). 

Assim, eles aceitaram um reajuste salarial de 7,25%, jornada de trabalho de 6 horas e 20 minutos mais uma hora de almoço e retirada da punição disciplinar das cláusulas dos contratos entre empresas e trabalhadores. Todo mundo feliz, só que não.


Os poucos ônibus que passaram, ficaram lotados.

Durante o período da greve, muito justa por sinal, muita gente foi prejudicada e isso é óbvio. Mas além disso, o passageiro foi feito de trouxa

Ocorre que as empresas foram obrigadas a colocar pelo menos 30% da frota na rua. Os motoristas #chateados arrumaram vários jeitinhos de se manterem em greve. Presenciei um motorista que resolveu parar o veículo para "fazer hora", como o próprio cobrador disse, e os passageiros que lá estavam tiveram que esperar a boa vontade do sujeito em seguir viajem. Outro motorista resolveu andar a 30 por hora em vias de trânsito rápido só para protestar. Já que 30% tem que estar na rua, que funcione direito. O passageiro espera o ônibus com sol na mulera por horas, aí ele passa e faz sacanagem com o sujeito que já está atrasado para o trabalho?

As reivindicações são válidas. Mas muita coisa também precisa mudar, não só para os funcionários mas para os passageiros. Os ônibus estão operando na maior falta de conforto e de manutenção (coisas que também deveriam, a princípio, ser cobradas das empresas). Os próprios motoristas que entraram em greve são os mesmos (pelo menos boa parte) que não têm comprometimento com horários, que passam direto no ponto só porque já tem outro ônibus parado e eles não querem esperar na fila para pegar o passageiro. Esses são os mesmos que duvidam da honestidade das pessoas trancando a catraca enquanto pegam o dinheiro da grávida, enfiam no bolso e não rodam a roleta.

Sejamos justos um com o outro. E todo mundo sairá ganhando.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

A TV que dita nosso cotidiano

Essa semana parei para me perguntar por que estava dormindo tão tarde, sabendo que deveria acordar cedo no dia seguinte. Depois de observar meus hábitos, percebi que meus horários coincidiam com os programas de TV. Sempre ia dormir depois que certo programa terminasse.


Observei ainda mais. Era nos intervalos que eu ia escovar dentes, preparar um suco, arrumar minha cama para dormir, tirar um esmalte, ler um texto...

Então, cheguei à conclusão de que, por causa da TV, muitas atividades que realizo em casa estão dependendo da programação televisiva. Hoje mesmo, estava na casa do meu namorado e, o que ditou a hora de voltar para minha casa foi o término da exibição do jogo de futebol na TV.

Refletindo sobre a situação, lembrei-me que muitas atividades realizadas por pessoas próximas a mim dependem dos intervalos e términos de programas. Minha mãe por exemplo, janta antes que a novela das 9h da Rede Globo comece, muitas vezes ela vai para a frente da TV com seu prato na mão. Já minha sogra, prepara o jantar durante os intervalos e finaliza somente após a novela.

Iguais a mim e a elas existem muitos. Todos vão dormir depois de certo programa, saem de casa depois de assistir algum programa matinal, voltam de passeios com pressa para chegar à tempo de ver um jogo, ou uma série. 

Não quero dizer que a TV esteja manipulando as pessoas e não pretendo entrar em Teorias da Comunicação pois o raciocínio é bem simples: a televisão faz parte do cotidiano de tal forma que, se tirá-la, trará um estranhamento a quem já se acostumou.

É comum perguntar as horas, e a pessoa responder "Tá na hora da novela" ou "Tá na hora do jogo", vira referência. Se ligarmos a TV e estiver passando o programa Mais Você, da Ana Maria Braga, saberemos que está de manhã e está cedo ou tarde para sair de casa (dependendo dos compromissos de cada um). Sem a TV, poucos lembrariam de atrasar o relógio em 1 hora quando acaba o horário de verão (eu só lembrei disso depois que vi o alerta na TV).

Sem desmerecer o rádio, os jornais, a internet... mas a TV ainda é o meio de comunicação mais presente na casa das pessoas  e parece que continuará a ser por muito tempo ainda. Afinal, a TV é nossa agenda. Ela é parte da rotina da nossa casa.

Agora com licença, porque minha série preferida acabou de começar e não posso perder!!!!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Violência: a forma mais arcaica de fazer justiça

Esses dias, o Brasil inteiro repercutiu e discutiu sobre o incidente do Aterro do Flamengo, em que o menino negro foi preso em um poste com uma tranca de bicicleta por um grupo denominado "Os Justiceiros".

Alguns colegas da mídia defenderam os justiceiros, outros defenderam o adolescente. Antes de julgar qualquer circunstância, vamos expor algumas questões.

O caso escancara a violência, algo que existe desde os primórdios da humanidade. Na época em que Jesus Cristo viveu, a violência era comum. Bater, arrancar dedos de quem roubou, apedrejar mulheres promíscuas, pregar em uma cruz alguém que cometeu algum crime (ou "blasfemou" dizendo ser filho de Deus) era comum. Depois disso, a Santa Inquisição ainda queimou mulheres vivas.


Quero deixar bem claro que essas imagens estão lado a lado para mostrar a proximidade das formas de castigo, até porque, não foi somente Jesus quem foi crucificado, pois na época esse castigo era comum. Em nenhum momento desejo comparar o adolescente com Cristo.

Daí se vê o caráter arcaico da violência. É tão antigo esse negócio de fazer justiça com as próprias mãos (de acordo com as leis criadas na própria cabeça) ou condenar as pessoas que erram como se fossem qualquer coisa, menos um ser humano, que fico assustada ao ver que as pessoas, não sei quantos mil anos depois, ainda pensam assim.

A polícia brasileira é falha? É sim. Mas de acordo com as nossas leis, somente ela pode prender. Vi no comentário da Rachel Sheherazade que o cidadão comum pode prender um infrator enquanto a polícia não aparace. Ela está certa, só que se esqueceu que o menino levou um verdadeiro "cacete" desse justiceiros. Ele apanhou antes de ser preso e ninguém chamou os policiais. Isso está certo?

Um assunto muito polêmico que deve entrar aqui é a redução da maioridade penal para 16 anos ou menos. Se isso fosse realidade no Brasil, talvez esse menino estaria preso, e não passaria por esta cena de barbárie. Claro que não pretendo aprofundar no assunto, pois meu maior medo é que se a maioridade diminuir, crianças passem cada vez mais a entrar no mundo do crime. Mas fica a reflexão, será que ele estaria solto nas ruas?

O que quero dizer é que por mais que o sujeito esteja errado, quem deve julgá-lo, predê-lo e condená-lo é o órgão responsável, e não aquele que não teve essa função dirigida a ele.

É claro que a própria polícia é truculenta e violenta às vezes, mas isso é outro problema que o Brasil deve resolver.

A última questão, mas não menos importante é sobre o futuro desse adolescente. Como serão as lembranças dele sobre essa data? Será que adiantou alguma coisa? Por um acaso ele se tornou um pessoa melhor depois de apanhar de cerca de 15 pessoas? Ele vai voltar a roubar ou vai entrar para a igreja? Ele vai querer se vingar dessas pessoas?

Ficaremos na dúvida. Só o tempo irá dizer.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Beijo gay na TV: análise tardia, mas ainda válida.

Demorei um pouco para escrever algo, mas tantas coisas aconteceram na última semana (Beijo gay, assassinato de Eduardo Coutinho, menino amarrado em poste, médica cubana abandonando "Mais Médicos", etc.), que foi preciso parar para analisar os fatos antes de comentar sobre qualquer coisa.

O assunto aqui hoje é o beijo entre os personagens Niko e Félix, na novela Amor à Vida, que gerou mais repercussão que a morte do Mandela (pelo menos no Brasil, pelo menos na minha opinião). Sei que os assuntos têm uma efemeridade e logo se tornam passado. Mas só depois de ler rios de opiniões sobre o assunto é que me senti à vontade para escrever sobre.

Beijo foi exibido às 23h08 do dia 31 de janeiro de 2014

A primeira questão se deve ao fato da Rede Globo ter quebrado um tabu, que era dela. O beijo só se concretizou a partir do momento que os próprios telespectadores pediram. Boa parte da população queria e torcia para que isso acontecesse. A emissora não é boba e imaginou a audiência e a repercussão que esse possível primeiro beijo gay da TV aberta poderia causar. Assim o fez e "pimba", o resultado foi melhor do que se esperava.

Há quem diga que o primeiro beijo gay em novela na TV aberta ocorreu na TV Tupi, em 1964. Eu também me lembro dos anos 2005 à 2007, quando era exibido na MTV (que na TV aberta funcionava no canal 29), o programa "Beija Sapo", apresentado pela Daniella Cicarelli, e que com frequência formava casais gays. Os beijos aconteciam (e não eram apenas selinhos) e eram de verdade, não ficção. Mas a questão aqui não é discutir quem foi o primeiro. 

Fora essa discussão, há um fator social muito grande encrustado na questão desse beijo em específico. Os gays são marginalizados pela sociedade protetora da família brasileira e "coxinha" que critica tudo que não é espelho. Pessoas gostarem de pessoas do mesmo sexo é normal há muito tempo, mas a TV, em geral, a toda poderosa Globo, é que ainda não tinha mostrado. Visto que a Globo atinge um grande número de espectadores, e isso não podemos negar, o tal beijo funcionou como um grande passo para esse grupo que se sente excluído. Eles comemoraram, choraram e "se viram" na TV. 

Em outros países, beijos gays são até normais, e, com esse primeiro tabu quebrado, o que se espera é que aqui se torne normal também. A esperança dos homossexuais é que um dia eles deixem de ser tratados como diferentes.

Aos que criticaram a atitude da emissora, gostei da palavra do Pastor Marco Feliciano, que criticou (como poderíamos prever) mas disse que não se preocupou muito pois, para ele, o mais importante são as crianças e no horário da novela elas estariam dormindo. Isso responde algumas pessoas que perguntaram "Como vou explicar isso para o meu filho?". É muito simples: 23h é horário de criança estar na cama, a explicação sobre a existência amor entre pessoas do mesmo sexo deve existir muito antes disso passar na TV, afinal, basta sair na rua que elas estarão lá e, por fim, quem seleciona o que assistir é o telespectador, se não queria ver, que não ligasse a TV.

Um brinde à liberdade! Foi só mais um degrau que sociedade subiu, ainda falta muito!

Sobre o assunto tratado aqui, sugiro que leiam:

Foi na longínqua década de 60 o primeiro beijo gay na TV, por Kika Castro:
http://www.otempo.com.br/blogs/blog-da-kikacastro-19.180341/foi-na-long%C3%ADnqua-d%C3%A9cada-de-60-o-primeiro-beijo-gay-na-tv-19.224720

O Brasil depois daquele beijo, por Juan Arias:
http://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/02/opinion/1391359197_321583.html





quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Rolezim zim zim! Sim sim sim.

A moda agora é dar "rolezim" no shopping. E isso está atormentando o poder público.

Vamos aos fatos: tudo começou com um grupo de jovens que decidiu marcar um encontrão pela internet e o destino era um shopping. Eram jovens de classe média baixa. Mas, como tudo tem um "mas", alguns resolveram tumultuar o encontro. Assim como em toda manifestação pacífica tem um baderneiro para quebrar o patrimônio público.

Depois de um, outros rolezinhos vieram e a segurança se mostrou frágil.

Eu vejo da seguinte forma: o shopping é um lugar pouco acessível para aqueles que têm uma renda baixa. Aqueles que vivem na periferia estão acostumados a ter como opção de entretenimento o baile funk (desculpe se estou generalizando, mas depois das entrevistas que vi, o pessoal que frenquentou alguns dos rolezinhos tinha esse perfil e falava muito sobre o funk, a periferia e os bailes). Ir ao shopping é como ostentar em território alheio, é diversão. Onde muitos vão para fazer compras, eles estão indo para ver as vitrines e conhecer outras pessoas.

Acredito que, quanto mais alarde a polícia e o governo fizerem em relação a essa manifestação social, mais vai existir gente querendo planejar rolezinhos, como se dissessem: "Temos direito de marcar encontros onde quisermos".

Vale uma pequena obervação: com os shoppings lotados, pode acontecer casos de furtos e confusões causadas por pessoas má intencionadas, mas isso é de responsabilidade da gerência do local, que deve ter medidas para prevenir que isso aconteça em qualquer situação (até porque sempre achei o shopping um local pouco seguro, já que não são todas as lojas que têm câmeras e nem sempre existem muitos seguranças no local).

Eu penso que o rolezinho é uma forma de conhecerem um local frequentado pela "patricinha" (que também vai ao baile funk). "Se ela vem aqui, vou lá no território dela". Em Belo Horizonte, foi marcado um rolezinho para o shopping Pátio Savassi (shopping frequentado em geral por pessoas de classe média alta), que eles chamaram de "Rolezaum no Paty Savassi". O nome do encontro mostra essa necessidade de conhecer o outro. É como se quisessem invadir o espaço da "patricinha". Esse rolezinho não aconteceu já que encheram o local de policiais militares, reprimindo quem pensou em ir.

Como vi alguns sociólogos dizerem, e concordei com eles, faltam espaços de lazer para a classe média baixa. São poucas as opções e a divisão entre pobre e rico ainda é muito clara. Falta inserção social.

Enfim, o rolezinho é uma manifestação social e as autoridades estão se mostrando frágeis diante de certas situações, eles parecem ter medo do que foge ao normal.

Que venha a Copa, estou doida para ver como vai ser isso.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

BBB: ame-o ou deixe-o

No que se refere ao Big Brother Brasil, ou você gosta e sabe de tudo, ou não gosta e não faz a menor ideia de quem está lá atualmente. O reality não é o melhor modelo de entretenimento, mas não é tão ruim quanto muitas pessoas andam falando por aí. O pior de tudo é que esses pseudo-intelectuais criticam, criticam, criticam, mas sabem exatamente o que acontece lá dentro. Uma coisa é dar "uma espiada" e fazer uma crítica depois, outra coisa é assistir religiosamente e criticar todos os dias. Ora, se não gosta, por que assiste?

Lembro-me da minha avó (que Deus a tenha) que vivia chamando o programa de "Big bosta", às vezes "Big droga". Um dia, cheguei no quarto dela e estava passando BBB na TV, então troquei de canal e ela prontamente disse "Não! Volta pra lá". "Uéeee vó, a senhora não gosta". "Não gosto mesmo não, mas vocês gostam dessa porcaria, pode deixar lá".

Iguais à minha querida vovó existem vários.

O programa é líder de audiência, não seria se fosse tão ruim quanto os críticos dizem ser. Posso comparar o programa ao Funk, sim, o Funk. Esse ritmo é muito marginalizado pela elite, mas toda patricinha adora rebolar até o chão. É ou não é? Sei de muita festa de 15 anos de menina com poder econômico alto onde o ritmo que mais prevaleceu no local foi justamente o Funk. O Brasil inteiro dança. O funk é um ritmo vindo do morro, assim como o samba, e é uma forma de expressão cultural muito interessante e controversa.

Assim é o Big Brother. É controverso. Se a pessoa está lá dentro não quer dizer que ela não tenha cérebro (como sugerem). A incidência de pessoas de classe média, graduadas, pós-doutoradas, ou em processo de graduação é muito grande lá dentro. Podemos dizer que todo mundo lá é inteligente. Então por que seriam sem cérebro? Claro, esse é o primeiro julgamento feito pelo pseudo-intelectual que, na verdade, acha feio aquilo que não é espelho. Uma casa como aquela não é lugar para falar de Freud, Maquiavel ou Karl Marx... por mais que as pessoas lá tenham estudado, a casa é como férias, o foco é outro. Daí o pseudo-intelectual critica como se fosse o fim dos tempos e pior, fala que o programa é aculturado. Se essa pessoa que julga o programa é tão inteligente, como não sabe que nenhum ser humano é privado de cultura? Qualquer filósofo pode explicar que todo mundo vive dentro de uma cultura, o que acontece é que existem muitos tipos de cultura por aí e as culturas diferentes se estranham entre si.

Resumindo, eu assisto BBB, adoro um reality show e não o acho o melhor programa do mundo, mas é um programa legal de se ver. 

Para ilustrar o texto, um vídeo que vi circulando pelas redes sociais é um resumo ótimo para mostrar quem é esse pseudo-intelectual sobre o qual eu falei. Veja abaixo:




Beijo na testa e até a próxima!!!


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Voltando com tudo!! Jornalismo, opinião, aborto... e muito mais.

A última postagem desse blog foi há muito muito tempo. Mas ele voltou. Esse sentimento inexplicável e sem nome que chega com o início de um ano parece ter me atacado também.

Além disso, acredito que nenhum jornalista, ou projeto de jornalista como eu, pode ficar sem escrever sobre suas opiniões. Quem fica todos os dias ilhado num mundo de técnicas e manuais precisa aflorar os pensamentos em algo que lhe dê mais prazer do que o próprio trabalho.

Nada melhor para um jornalista do que escrever, e escrever sem limites, com, no mínimo, a Língua Portuguesa como lei maior.

A profissão de jornalista parece-me muito prazerosa, mas existem muitos limites entre a opinião do jornalista e aquilo que ele pode publicar.

Eu tenho opiniões, que muitas vezes não são cem por cento. Não que eu fique em cima do muro, mas quando se trata de polêmicas, prefiro manter-me à distância, falando pouco. Por exemplo: no caso do aborto, quantas opiniões surgem!! Meu Deus! Não posso dizer que sou contra, nem a favor. Mas imagina uma jovem tentar cuidar de um filho fruto de um estupro. Imagina uma jovem sem condições tentar cuidar de uma criança (claro, muitos vão pensar que existem métodos anticoncepcionais, mas com o sistema de ensino do nosso país não são todos que tiveram a sorte de assistir muitas palestras sobre sexualidade como eu. Ainda existem muitos jovens sem informação e eu falo do que vejo todos os dias). Além disso, o dia em que um médico ou cientista me disser que um feto, que ainda não completou 3 meses na barriga da mãe, sente dor e tem os 5 sentidos completos, posso pensar em ser contra. Por outro lado, a prática do aborto sem motivos aparentes é ilegal, então sou à favor da lei.

Mas, polêmicas à parte, em qual outro lugar eu poderia falar da profissão de jornalista, admirar, criticar e sonhar, se não num blog? Redes sociais? Talvez, mas com o tempo a postagem se perde, some... 

Escrever é tão bom, tão prazeroso que passamos horas e horas escrevendo, escrevemos muito. Somente alguém com tempo e curiosidade suficiente vai parar para ler aquilo que escrevemos. Tipo você, que está lendo todas essas bobagens (ou não) que escrevo agora.

Agradeço à todos que entraram em meu blog e tiveram a curiosidade de ver o que eu tinha para falar.

Aguardem... Sempre que puder, vou trazer coisas interessantes para comentar.

Um ótimo 2014 para todo mundo e 'vamo que vamo', porque esse ano tem Copa e Eleições!!

Siga-me no twitter: @RaissaPedrosaX