Assim, eles aceitaram um reajuste salarial de 7,25%, jornada de trabalho de 6 horas e 20 minutos mais uma hora de almoço e retirada da punição disciplinar das cláusulas dos contratos entre empresas e trabalhadores. Todo mundo feliz, só que não.
Os poucos ônibus que passaram, ficaram lotados.
Durante o período da greve, muito justa por sinal, muita gente foi prejudicada e isso é óbvio. Mas além disso, o passageiro foi feito de trouxa.
Ocorre que as empresas foram obrigadas a colocar pelo menos 30% da frota na rua. Os motoristas #chateados arrumaram vários jeitinhos de se manterem em greve. Presenciei um motorista que resolveu parar o veículo para "fazer hora", como o próprio cobrador disse, e os passageiros que lá estavam tiveram que esperar a boa vontade do sujeito em seguir viajem. Outro motorista resolveu andar a 30 por hora em vias de trânsito rápido só para protestar. Já que 30% tem que estar na rua, que funcione direito. O passageiro espera o ônibus com sol na mulera por horas, aí ele passa e faz sacanagem com o sujeito que já está atrasado para o trabalho?
As reivindicações são válidas. Mas muita coisa também precisa mudar, não só para os funcionários mas para os passageiros. Os ônibus estão operando na maior falta de conforto e de manutenção (coisas que também deveriam, a princípio, ser cobradas das empresas). Os próprios motoristas que entraram em greve são os mesmos (pelo menos boa parte) que não têm comprometimento com horários, que passam direto no ponto só porque já tem outro ônibus parado e eles não querem esperar na fila para pegar o passageiro. Esses são os mesmos que duvidam da honestidade das pessoas trancando a catraca enquanto pegam o dinheiro da grávida, enfiam no bolso e não rodam a roleta.
Sejamos justos um com o outro. E todo mundo sairá ganhando.

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