terça-feira, 14 de janeiro de 2014

BBB: ame-o ou deixe-o

No que se refere ao Big Brother Brasil, ou você gosta e sabe de tudo, ou não gosta e não faz a menor ideia de quem está lá atualmente. O reality não é o melhor modelo de entretenimento, mas não é tão ruim quanto muitas pessoas andam falando por aí. O pior de tudo é que esses pseudo-intelectuais criticam, criticam, criticam, mas sabem exatamente o que acontece lá dentro. Uma coisa é dar "uma espiada" e fazer uma crítica depois, outra coisa é assistir religiosamente e criticar todos os dias. Ora, se não gosta, por que assiste?

Lembro-me da minha avó (que Deus a tenha) que vivia chamando o programa de "Big bosta", às vezes "Big droga". Um dia, cheguei no quarto dela e estava passando BBB na TV, então troquei de canal e ela prontamente disse "Não! Volta pra lá". "Uéeee vó, a senhora não gosta". "Não gosto mesmo não, mas vocês gostam dessa porcaria, pode deixar lá".

Iguais à minha querida vovó existem vários.

O programa é líder de audiência, não seria se fosse tão ruim quanto os críticos dizem ser. Posso comparar o programa ao Funk, sim, o Funk. Esse ritmo é muito marginalizado pela elite, mas toda patricinha adora rebolar até o chão. É ou não é? Sei de muita festa de 15 anos de menina com poder econômico alto onde o ritmo que mais prevaleceu no local foi justamente o Funk. O Brasil inteiro dança. O funk é um ritmo vindo do morro, assim como o samba, e é uma forma de expressão cultural muito interessante e controversa.

Assim é o Big Brother. É controverso. Se a pessoa está lá dentro não quer dizer que ela não tenha cérebro (como sugerem). A incidência de pessoas de classe média, graduadas, pós-doutoradas, ou em processo de graduação é muito grande lá dentro. Podemos dizer que todo mundo lá é inteligente. Então por que seriam sem cérebro? Claro, esse é o primeiro julgamento feito pelo pseudo-intelectual que, na verdade, acha feio aquilo que não é espelho. Uma casa como aquela não é lugar para falar de Freud, Maquiavel ou Karl Marx... por mais que as pessoas lá tenham estudado, a casa é como férias, o foco é outro. Daí o pseudo-intelectual critica como se fosse o fim dos tempos e pior, fala que o programa é aculturado. Se essa pessoa que julga o programa é tão inteligente, como não sabe que nenhum ser humano é privado de cultura? Qualquer filósofo pode explicar que todo mundo vive dentro de uma cultura, o que acontece é que existem muitos tipos de cultura por aí e as culturas diferentes se estranham entre si.

Resumindo, eu assisto BBB, adoro um reality show e não o acho o melhor programa do mundo, mas é um programa legal de se ver. 

Para ilustrar o texto, um vídeo que vi circulando pelas redes sociais é um resumo ótimo para mostrar quem é esse pseudo-intelectual sobre o qual eu falei. Veja abaixo:




Beijo na testa e até a próxima!!!


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