Lembro-me da minha avó (que Deus a tenha) que vivia chamando o programa de "Big bosta", às vezes "Big droga". Um dia, cheguei no quarto dela e estava passando BBB na TV, então troquei de canal e ela prontamente disse "Não! Volta pra lá". "Uéeee vó, a senhora não gosta". "Não gosto mesmo não, mas vocês gostam dessa porcaria, pode deixar lá".
Iguais à minha querida vovó existem vários.
O programa é líder de audiência, não seria se fosse tão ruim quanto os críticos dizem ser. Posso comparar o programa ao Funk, sim, o Funk. Esse ritmo é muito marginalizado pela elite, mas toda patricinha adora rebolar até o chão. É ou não é? Sei de muita festa de 15 anos de menina com poder econômico alto onde o ritmo que mais prevaleceu no local foi justamente o Funk. O Brasil inteiro dança. O funk é um ritmo vindo do morro, assim como o samba, e é uma forma de expressão cultural muito interessante e controversa.
Assim é o Big Brother. É controverso. Se a pessoa está lá dentro não quer dizer que ela não tenha cérebro (como sugerem). A incidência de pessoas de classe média, graduadas, pós-doutoradas, ou em processo de graduação é muito grande lá dentro. Podemos dizer que todo mundo lá é inteligente. Então por que seriam sem cérebro? Claro, esse é o primeiro julgamento feito pelo pseudo-intelectual que, na verdade, acha feio aquilo que não é espelho. Uma casa como aquela não é lugar para falar de Freud, Maquiavel ou Karl Marx... por mais que as pessoas lá tenham estudado, a casa é como férias, o foco é outro. Daí o pseudo-intelectual critica como se fosse o fim dos tempos e pior, fala que o programa é aculturado. Se essa pessoa que julga o programa é tão inteligente, como não sabe que nenhum ser humano é privado de cultura? Qualquer filósofo pode explicar que todo mundo vive dentro de uma cultura, o que acontece é que existem muitos tipos de cultura por aí e as culturas diferentes se estranham entre si.
Resumindo, eu assisto BBB, adoro um reality show e não o acho o melhor programa do mundo, mas é um programa legal de se ver.
Para ilustrar o texto, um vídeo que vi circulando pelas redes sociais é um resumo ótimo para mostrar quem é esse pseudo-intelectual sobre o qual eu falei. Veja abaixo:
Beijo na testa e até a próxima!!!
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