Lá vem eu falar de mulher de novo, mas hoje a postagem não tem muito a ver com feminismo.
Uma moça levantou essa questão no Twitter e me pediu ajuda, afinal precisava fazer uma redação e não sabia por onde começar.
Hoje estou na mesma situação pois esse assunto ficou retumbando em minha mente. Por onde começar? Difícil definir a mulher sem se basear em estereótipos. Definir o homem ocorre da mesma forma. Prometo ser sucinta.
De forma física, eu diria que mulher é aquela que possui seios e vagina. Embora travestis possam ter apenas um dos dois. E podem muito bem se considerarem mulheres. Por que não?
Dizer que mulher é aquela pessoa que tem cabelo grande, ou que se maquia, que usa saia ou adora salto alto, que tem vaidade e faz as unhas é generalizar demais e esquecer a personalidade de cada um.
De forma prática, eu diria que a mulher é aquela que é mãe. Mas convenhamos que existem aquelas que não querem ou não podem. Definir assim, pura e simplesmente, pode ser um pouco arriscado.
Subjetivamente dizemos que mulher é um ser sentimental, é aquela que chora, chamada de sexo frágil e muitas vezes sofredora. É aquela pessoa feminina, sonhadora, que pensa em se casar com um longo vestido de noiva. Mas sabemos que cada um tem seu modo de ser. Isso também seria uma tremenda generalização.
Mas então? Quem somos? Como nos definir?
Decidi que, sem generalizar, somos um ser multifacetado, multifunção, diversificado. Somos aquilo que queremos ser. E isso vale para homens e mulheres.
Na verdade, não existe um único valor para definir quem é mulher ou não. Muitas vezes, as características, sejam elas físicas ou subjetivas, que usamos para definir uma mulher não servem para outra, que tem outros elementos que a definem por assim dizer.
Somos conjuntos de elementos singulares que, juntos, nos definem. Somos quem sentimos ser!
Podemos ser guerreiras, mas também podemos ser frágeis. Por que não? Podemos ser assim desde o nascimento, mas também podemos nos tornar depois uma certa idade. Podemos ser mães, ou não. Podemos ser femininas, ou não. Podemos ser feministas, ou não. Podemos ser cabeludas ou depiladas. Podemos escolher quais elementos nos definem e dizer: SOU MULHER! E SÓ EU SEI POR QUE.
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