Você abre o Facebook e vê que seu amigo está fazendo aniversário e publica um “Parabéns!” seguido de um textão desejando-lhe felicidades. Um amigo publica algo interessante, você curte, comenta e conversa com ele pelo comentários. Sua amiga posta foto fazendo biquinho no Instagram e você comenta “Linda!”, seguida de um convite para sair. Depois outra amiga posta uma foto da viagem e você comenta “Que saudade!”. Daí, você está andando na rua e se depara, em alguma ocasião, com um desses amigos (que pelas redes sociais parecem amigões) e… vocês se olham, sorriem, balançam a cabeça e dizem “oi” (isso quando simplesmente não se olham e apenas pensam “olha aquela menina do Face”).
Identificou-se?
Pois é isso que acontece ultimamente. Um fenômeno que chamo de superficialidade da amizade, ou virtualidade da amizade.
Tudo começa quando você faz uma nova amizade, seja com colegas de trabalho, ou de escola\faculdade ou seja lá o que for. Essa amizade passa a ser mais virtual do que presencial quando vocês não mais convivem um com o outro. Daí, o Facebook dá aquela ajudinha para vocês saberem tudo sobre suas vidas. Viagens, acontecimentos como um noivado, batizado, mudança de casa… tudo!
Aí, inconscientemente você supõe não ser necessário ligar e perguntar como vai a vida do seu amigo. Não o chama para sair. Não o convida para seu aniversário. Afinal, ta tudo bem na vida dele. Você viu, pelas fotos.
Acontece que a gente esquece que ninguém publica suas tristezas e decepções nas redes sociais (não, não vale textão sobre relacionamentos mal acabados). Vendo uma postagem, você não sabe se aquela pessoa precisa de um ombro amigo. Você não vive a realidade oculta. Vê apenas o que vale a pena ser compartilhado.
Esses dias, chamei uma amiga do Facebook para me acompanhar numa visita a uma rádio, na qual eu poderia levar um acompanhante e sabia, graças à rede social, que ela gostava dessa rádio. Por ter uma amizade basicamente virtual, ela admirou-se em receber o convite. Sim, essa é uma reação natural. Estamos tão acostumados com o famoso “Vamu se encontrar qualquer dia” e esse dia nunca chegar, que quando o convite é real, ficamos admirados mesmo. Essa amiga acabou não indo por conta de um probleminha e eu conheci mais um pouquinho sobre a vida dela naquele dia.
As relações virtuais não são desnecessárias, são muito úteis inclusive! Mas jamais devemos nos esquecer das relações pessoais, da conversa no bar, na praça, na rua. Da conversa cara a cara. Não dá pra abraçar pelo computador. Não dá pra sentir reações e expressões pelo Whatsapp.
Se você chegou até aqui no texto, deve estar lembrando dos vários “amigos” que tem e mal se relaciona com eles. Aproveite e vá lá, chame para sair, dê um presente real e não virtual no dia de seu aniversário. Pergunte como vai a vida dele, provavelmente ele vai te contar algo que não apareceu em sua timeline.
#PorMaisAmizadesPresenciais









