A
compra do Washington Post
Em
um ambiente onde as informações devem ser passadas de forma rápida para
dividirem espaço com o entretenimento, a mídia tradicional vem perdendo fôlego.
Os jornais impressos, que antes eram volumosos e traziam grandes narrativas,
hoje são “fininhos” e trazem o que deve ser absorvido em uma leitura de poucos
minutos.
Se
antes o leitor carregava seu jornal e dedicava horas inteiras a ele, hoje seu
tempo para consumir as matérias é o tempo do seu café, do caminho de casa ao
trabalho, faculdade, curso, etc. Em seu tempo de lazer, o leitor se divide
entre informação e diversão.
Hoje,
a internet é a nova mídia, é o meio que predomina, exatamente pela
característica de passar informações rápidas, sem reflexão, dando apenas
conexões.
Quando
o dono da Amazon comprou o tradicional Washington Post, uma das primeiras
impressões é que o meio cibernético pode estar dominando o espaço, afinal o Washington
Post não estava falido para ser vendido, mas é um impresso, e como muitos
outros impressos da atualidade, estava com muitos prejuízos. Provavelmente,
Jeff Bezos pretende levar o nome do jornal para a internet, com seu peso e
credibilidade.
Fachada da redação do Washington Post
Se
essa for mesmo a intenção de Bezos, ele irá transformar o formato do jornal,
com opções em versões digitalizadas, e-books e continuar, mesmo que
timidamente, com o impresso até quando der.
Na
visão de alguns especialistas, é difícil que, na era da internet, o impresso
encontre uma forma de comercializar a notícia sem prejuízo. A internet parece
ser o meio mais lucrativo e o que irá tomar definitivamente, numa visão
pessimista para o impresso, o espaço da notícia comercializada em papel.
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