domingo, 23 de junho de 2013

Bolsa estupro? PEC 37? Médicos cubanos? Cura gay?

Meu Deus! Quanta barbaridade num lugar só.
As propostas com as quais no deparamos são surpreendentes, mas, infelizmente, a surpresa não é nada agradável.
No Brasil, a busca por soluções de problemas é sempre feita pelo caminho mais fácil. Aqui, se alguém foi estuprado na van, é só proibir o uso de vidros escuros e pronto! Não há uma preocupação em solucionar as questões com planejamentos estratégicos, propostas bem pensadas e trabalho efetivo... nada disso.
Se uma mulher foi estuprada e a maioria esmagadora religiosa é contra o aborto, vamos dar uma bolsa para a criança! E daí se a criança vai crescer sabendo que é fruto da violência? E daí se a mulher vai viver lembrando-se do estupro cada vez que ver o filho? E daí se a criança pode ficar numa casa de adoção até os 18 anos? E daí se o governo vai ter mais um gasto? O problema foi resolvido.
Nesse país, uma emenda constitucional quer tirar o poder do Ministério Público de atuar em investigações, o que passaria a ser exclusivo da polícia Federal e Civil. OK! Não faz diferença se, entre 2010 e 2013, o Ministério Público foi responsável por mais de 15 mil ações penais. E que não fosse isso, muitas investigações estariam paradas e casos arquivados.
E a saúde? Parece brincadeira, mas a proposta do Governo Federal é trazer cozinheiro para trabalhar sem fogão e sem panela. Entendeu?
É simples! Se faltam médicos no interior e nas periferias, a solução é importar de outros países, de preferência de Cuba (junto com belos charutos)! Afinal, os médicos estrangeiros são mágicos! Conseguem trabalhar sem material, têm o poder de criar leitos invisíveis para os pacientes, e mais, transportam o paciente por telepatia para outros hospitais, já que não tem ambulância. Ah! Aprendem o idioma em 24 horas.
Falando nisso, tem gente que acredita que homossexualidade também é uma questão de saúde, aliás, é uma doença que precisa ser curada. O projeto, que foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos tem o apelido de “Cura Gay”. Então tá! O sujeito, a partir de agora não É gay, ela ESTÁ gay. É uma questão temporária, que será curada com ajuda de psicólogos.

Pronto! Se eu for estuprada (Deus me livre), vou receber uma bolsa do governo, e se meu filho nascer e ficar gay, vou levá-lo para o psicólogo, que o encaminhará para ser curado por um médico cubano.

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