terça-feira, 20 de agosto de 2013

A compra do Washington Post: o fim do impresso ou sua adaptação?

Escrevi essa reflexão há poucos dias, resolvi compartilhar, espero que a tempo.

A compra do Washington Post

Em um ambiente onde as informações devem ser passadas de forma rápida para dividirem espaço com o entretenimento, a mídia tradicional vem perdendo fôlego. Os jornais impressos, que antes eram volumosos e traziam grandes narrativas, hoje são “fininhos” e trazem o que deve ser absorvido em uma leitura de poucos minutos.
Se antes o leitor carregava seu jornal e dedicava horas inteiras a ele, hoje seu tempo para consumir as matérias é o tempo do seu café, do caminho de casa ao trabalho, faculdade, curso, etc. Em seu tempo de lazer, o leitor se divide entre informação e diversão.

Hoje, a internet é a nova mídia, é o meio que predomina, exatamente pela característica de passar informações rápidas, sem reflexão, dando apenas conexões.

Quando o dono da Amazon comprou o tradicional Washington Post, uma das primeiras impressões é que o meio cibernético pode estar dominando o espaço, afinal o Washington Post não estava falido para ser vendido, mas é um impresso, e como muitos outros impressos da atualidade, estava com muitos prejuízos. Provavelmente, Jeff Bezos pretende levar o nome do jornal para a internet, com seu peso e credibilidade.


Fachada da redação do Washington Post

Se essa for mesmo a intenção de Bezos, ele irá transformar o formato do jornal, com opções em versões digitalizadas, e-books e continuar, mesmo que timidamente, com o impresso até quando der.


Na visão de alguns especialistas, é difícil que, na era da internet, o impresso encontre uma forma de comercializar a notícia sem prejuízo. A internet parece ser o meio mais lucrativo e o que irá tomar definitivamente, numa visão pessimista para o impresso, o espaço da notícia comercializada em papel.

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