TVs, computadores, celulares, tudo nos envolve como nuvens de telas, principalmente esse último ai, o celular.
Estamos com ele quase 24 horas por dia, até mesmo em baixo de nossos travesseiros. Esse aparelho pequeno tem, atualmente, uma capacidade imensa de nos deixar quase totalmente dependentes dele.
Totalmente, para muitos seja a palavra certa. E-mail, mensagens, redes sociais, aplicativos de banco, câmera, gravador, jogos... é uma infinidade de possibilidades que nos ajudam e ao mesmo tempo nos prendem.
Imagine ficar pelo menos um dia sem o bendito. Ai que medo!
É como sentir-se nu.
Entretanto, obtive uma experiência muito boa no carnaval que passou. Embora seja extremamente obcecada por fotos, experimentei sair na manhã de sábado sem meu smartphone. Segui o bloco Então Brilha, aqui em Belo Horizonte. Ele arrastou milhares de pessoas pela rua Guaicurus, instigante zona boêmia da capital.
Bloco Então Brilha / Divulgação Facebook
É claro que senti um pouco do pesar de não ter registrado sequer um momento deste bloco que é puro brilho e alegria. Mas não tem problema. Bastou abrir o jornal, ver a foto da multidão estampada na capa e pensar: "eu estive lá". Simples assim. Tão simples que nem preciso fazer rodeios.
Não há sensação melhor do que poder pular carnaval sem medo e se afundar no mar de purpurina e cores diversas. E se o telefone tocasse, quem iria conseguir atendê-lo?
Ainda bem que ninguém ligou.

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