terça-feira, 2 de julho de 2013

Peripécias do SUS


Hoje, acompanhei minha mãe em uma ida para fazer exames. Estavam marcados para serem realizados em um dos melhores hospitais da região Leste de Belo Horizonte: O Centro de Especialidades Médicas.

Mas, em se tratando de SUS, nada é um mar de rosas.

Na sala de espera, claro, esperavam, esperavam e esperavam, os pobres coitados dos pacientes que iriam fazer exame de sangue. O lugar era minúsculo perto da quantidade de pessoas que aguardavam atendimento. Pegava-se uma senha, dividida em preferencial e normal, e esperava-se o cadastro para depois ser atendido.

Minha mãe era preferencial. Chegamos 7h10 e saímos 9h30 para ir fazer um raio-x. Se ela esperou tanto, imagina que não tinha essa senha especial.

O número de pessoas era considerável. Até onde contei, estava na senha C72 (preferencial), fora os “normais”. Mas, num lugar pequeno, a situação era gritante. O oxigênio era praticamente disputado a tapas.

O lugar não tinha ventilador, o sistema de ventilação por ar condicionado estava desativado e as janelas eram pequenos vasculantes que não valiam de nada.

Na foto, podemos ver os vasculantes e pelo menos metade das pessoas que estavam no local

Em um dado momento, uma funcionária pediu que os acompanhantes saíssem da sala, pois estavam ocupando lugares de pacientes. Quem acompanhava idosos, deficientes e crianças podiam ficar. Como a maioria se encaixava nesse quesito, pouco adiantou.

Cabe aqui uma observação: algum sujeito sem consciência do que seria gentileza urbana, mostrava, silenciosamente, sua flatulência. O ar, que já estava escasso, ficou malcheiroso.

Em um outro momento, uma mulher reclamou do pessoal que saía da sala e não escutavam quando eram chamados, atrasando o atendimento. Perguntei a ela “se não tem espaço aqui dentro, o que as pessoas podem fazer?”. Ela não soube responder.


Por fim, após o exame, um detalhe me chamou a atenção: minha mãe saiu feliz. “Boa essa enfermeira, nem senti a picada da agulha”.