terça-feira, 30 de abril de 2013

Resenha Filme Abril Despedaçado

Ficha Técnica
Ano: 2001
Duração: 105 minutos
Direção: Walter Salles
Ator principal: Rodrigo Santoro


Terra, disputa e morte


O cenário é clássico: nordeste brasileiro. Nele se passa uma história de mortes, típica da obra de João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina. A briga entre duas famílias por propriedade de terra, onde um membro, homem, de uma família mata um membro da outra, permanecendo vivo até que o sangue de sua vítima amarele, pois nessa hora chega a sua vez de cair na emboscada e ter seu sangue amarelando numa camisa no varal. Esse é o enredo de Abril Despedaçado, filme dirigido por Walter Salles, que mostra uma realidade ignorante das disputas por terra no sertão.

Em tomadas de cenas escuras e, na maioria do tempo, em tons de bege, o ator Rodrigo Santoro e o ator mirim Ravi Ramos Lacerda protagonizam a história que retrata uma dura realidade do sertão. Na trama, eles representam os personagens irmãos Tonho e Pacu. Tonho, como filho mais velho, deveria vingar a morte de seu outro irmão, e é o que faz. A partir daí a história se desenrola em torno de sua possível morte ou não.

No filme, Tonho conhece um casal de atores de circo que se apresentam na cidade. Encantado com a moça, Clara, vive momentos de distração com casal que o leva para viajar e assistir apresentações do circo.

O menino Pacu é caracterizado por uma criança sonhadora, que se encanta com o circo e com a Clara, que lhe dá um livro onde, mesmo sem saber ler, o menino aprecia e cria histórias com as gravuras das páginas. A esperança e a imaginação do menino se contrastam com o cenário fúnebre em que se passa a história.

Na noite do último dia de trégua e dia em que o sangue da camisa da família rival amarela, Clara vai ao encontro de Tonho. Em meio à chuva, os dois dormem juntos no estábulo. Pacu toma pra si o chapéu do irmão, que ainda dormia, e sai andando pelos caminhos de terra e árvores secas que cercam sua casa. Num desfecho trágico, o menino cai na emboscada que era para seu irmão, vítima do engano do assassino, vivido por Wagner Moura, que mal enxergava. Tonho, não vinga a morte do irmão e foge para se livrar desse destino cruel.

Pai e mãe acabam sozinhos. É nesse momento que se percebe o fracasso da luta entre duas famílias que simplesmente se despedaçaram numa tola disputa por terra.

Assista o filme completo em: http://www.youtube.com/watch?v=j1i0bPL3Tgw

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Jornalismidade?

Jornalismidade! Sim, essa palavra não existe. Eu meio que inventei. Mas, observando-a bem, pode-se perceber seu sentido.

Tudo que, ou quase tudo, que termina com "idade", tem sentido de jeito de ser, identidade, características. Por exemplo: mineiridade é o jeito de ser do mineiro, baianidade é o jeito do baiano, por ai vai. Num sentido literal da coisas, pode-se dizer então que Jornalismidade é o jeito de ser do jornalismo.


Nesse blog, pretendo mostrar peripécias do jornalismo, situações vividas por mim, resenhas de livros que li ou filmes que vi, críticas à alguns assuntos, opiniões e algo interessante que eu me deparar por ai e achar que devo compartilhar. 


Esse blog não é um diário, então não é atualizado todo dia (óbvio). A princípio, pelo menos uma vez por semana terá coisinhas aqui.


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Abraços!!!

Raíssa Pedrosa Xavier